É chegada a hora dos últimos brilhos, a exausta jornada de trabalha termina ali, aqueles são os últimos suspiros e as ultimas respirações ofegantes. Estranho pensar em como tudo isso me tomou tão subitamente. Foram só alguns dias, e eu me entreguei tanto àquele processo, sentia-me parte integrante convicta do trabalho. No ultimo dia, eu vi tudo funcionar, sentir o brilho que as coisas deveriam ter, foi levada pelas melodias vendo tudo meio quebrado entre as panadas pretas. Sai dali com a alma lavada, e uma sensação adorável de dever cumprido.
Ahh, e como é bom trabalhar com pessoas queridas, pessoas que me inspiram tanto amor. Entre uma obrigação e outra sempre há espaço para um sorriso, para uma brincadeira... É muito reconfortante ter rostos familiares por perto, há uma leveza no ar, um conforto que faz tudo fluir melhor. Ainda tem um gostinho delicioso do reconhecimento, finalmente descobri pra que serve essa virilidade, esse ar dominante e essa minha petulância. Ainda há um processo de lapidação, mas é totalmente válido encontrar “tal talento”.
Sinto-me feliz com tudo isso, feliz de verdade. Nunca imaginei que tal processo teria tanta importância. Espero continuar nessa equipe, e entrar em muitas outras. Obrigada (muito de verdade).
Grata pela atenção.
Abraços e Beijos.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Inconformismo Bagunçado
Ali, só havia prazer. Tolhidos pela sociedade, acha-se que prazer tem de ser derivado de sentimentos poéticos e românticos, como se houvesse leis culturais e sociais que os proibissem de desfrutar do gozo carnal só pelo gozo, o que há de errado em sensações prazerosas para o desfruto do prazer? O prazer é derivado de um falo puramente instintivo, então... agir como animais, que somos, não é uma alternativa para essa sociedade hipócrita? Mera hipocrisia! Sou feliz por admitir meus desejos e assumir minhas aflições, de que me vale esconder o que me consome? Afundaria em realidades abandonadas e corroídas pelas mentiras. Somos todos animais presos numa selva de edifícios e parlamentos, e eu tenho medo de um dia cair na mira de algum predador faminto, e ser tragada por suburbanos corações perdidos. As dores obscuras são as piores e as melhores, já que não são conscientes, os tornam felizes; mas os destroem intensamente sem saber, por estarem tão bem escondidas. Prazer do vento leve no rosto, do suor escorrendo pela nuca, dos cigarros e dos copos consumidos, das poucas roupas espalhadas pela casa, do gosto do beijo forte que ainda fica entre os lábios. Prazeres repentinos. Pessoas inconformadas.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Caem-se os Cães
As ânsias engasgadas dão um nó nos fios, mais sutis, dos sentimentos mais sórdidos. As duvidas doem, mas dessem a seco. Não tem outra saída a não ser cair. Os cães fogem, porque não possuem a nossa racionalidade crucial, agem por seus instintos malignos, fogem quando sentem que estão em perigo, enquanto que seus donos vestem suas melhores máscaras. Mas os cães refletem os donos, e os donos representam seus cães.
Na garganta o áspero das lembranças que deveriam ter sido esquecidas, alguns arranhões causadas por observações ilícitas, que foram engolidas sem nenhum gole de amor. No peito, a dor dos dias perdidos, dos sentimentos arrastados pra fora, dos carinhos que transbordavam e a cicatriz aberta machucando os pensamentos.
O essencial da existência dos sentimentos, é a dor. A dor doída de todo dia, a dor dos olhares contemplativos. Não se encontra motivo aparente? O que há de doer aqui dentro? Gritar só deixa tudo mais dolorido, só nos faz parece com crianças incompreensíveis.
Sentir, agora, também é proibido, falar já se tornou um privilégio restrito. Os tapas diários das palavras um dia hão de cansar, só tenho medo de cansar primeiro. O cansaço me tomar e eu me ver perdida e decidida, e desse dia não passará, não haverá mais tolices e desilusões.
Se esse dia chegar, peço desde já, que me entenda: pois não suportarei a dor do romper de laços, assim como não suporto a dor dos machucados nervosos. De um jeito ou de outro, vou morrer de dor, de tal forma como os poetas morrem no fim de cada soneto. Porém, quem sou eu para sentir as dores dos poetas? Sinto as minhas dores e me afogo nelas.
Se esse dia chegar, vou transbordar de mágoas e te tomar pra mim com muita cautela, pois já não quero que sofras como eu, quero te guardar para os dias bons, quero que rendas até o fim dos dias. Não posso te perder, mas compreenda amor, se esse dia chegar vou abusar de ti, sabendo que vou te doer, e deixando que doa mais ainda em mim.
Deus queria que esse dia não chegue, queria que as dores se afugentem nos músculos. Deus queria que o 'sentir' volte a tona respirando ofegante, tome um gole de amor e vença o cansaço.
Abro os olhos de devagar, lembro dos gostos e respiro tentando não me concentrar nas lembranças e nas dores, e sim nos gostos.
A que será que se destina?
Na garganta o áspero das lembranças que deveriam ter sido esquecidas, alguns arranhões causadas por observações ilícitas, que foram engolidas sem nenhum gole de amor. No peito, a dor dos dias perdidos, dos sentimentos arrastados pra fora, dos carinhos que transbordavam e a cicatriz aberta machucando os pensamentos.
O essencial da existência dos sentimentos, é a dor. A dor doída de todo dia, a dor dos olhares contemplativos. Não se encontra motivo aparente? O que há de doer aqui dentro? Gritar só deixa tudo mais dolorido, só nos faz parece com crianças incompreensíveis.
Sentir, agora, também é proibido, falar já se tornou um privilégio restrito. Os tapas diários das palavras um dia hão de cansar, só tenho medo de cansar primeiro. O cansaço me tomar e eu me ver perdida e decidida, e desse dia não passará, não haverá mais tolices e desilusões.
Se esse dia chegar, peço desde já, que me entenda: pois não suportarei a dor do romper de laços, assim como não suporto a dor dos machucados nervosos. De um jeito ou de outro, vou morrer de dor, de tal forma como os poetas morrem no fim de cada soneto. Porém, quem sou eu para sentir as dores dos poetas? Sinto as minhas dores e me afogo nelas.
Se esse dia chegar, vou transbordar de mágoas e te tomar pra mim com muita cautela, pois já não quero que sofras como eu, quero te guardar para os dias bons, quero que rendas até o fim dos dias. Não posso te perder, mas compreenda amor, se esse dia chegar vou abusar de ti, sabendo que vou te doer, e deixando que doa mais ainda em mim.
Deus queria que esse dia não chegue, queria que as dores se afugentem nos músculos. Deus queria que o 'sentir' volte a tona respirando ofegante, tome um gole de amor e vença o cansaço.
Abro os olhos de devagar, lembro dos gostos e respiro tentando não me concentrar nas lembranças e nas dores, e sim nos gostos.
A que será que se destina?
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