quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

J'ai de vrais amis.

Eu nunca tinha pensado por esse lado, e é uma lógica muito verdadeira. Eu nunca tive amigos de verdade, sempre acreditei que tive e depositei sentimentos desnecessários nas pessoas, esperando uma recíproca que nunca passava de uma grande ilusão. Houveram frustrações recheadas  de duvidas e medos, movimentos que eu nunca consegui explicar e, é claro, entender.
Surgiram novas pessoas, com diferentes conceitos de vida, e modos muito mais instigantes de ver o mundo e as pessoas que fazem parte dele. Hoje, convivo com essas pessoas, e as valorizo de uma forma absurda, pego um pouco delas pra mim e acredito deixar um pouco de mim com elas. As levo comigo para onde posso, nunca deixam de participar das minhas concepções sentimentais mais secretas (ou não). Pessoas de um âmbito a parte da sociedade hipócrita, porém que não deixar de fazer parte da mesma.
Essas pessoas são os meus alicerces diários. Deposito nelas os mesmos sentimentos antigos, porém agora existe confiança, e enxergo uma camada protetora de veracidade, entretanto, é claro, que nunca nos desnudamos de nossas máscaras, já que elas são as únicas proteções eficazes que nos restam para nós e para os outros. Vejo claramente em mim, algo que sempre se manifestou, mas nunca se efetivou: a fidelidade. Sinto-me fiel à essas pessoas, e as sinto tão próximas e abertas como nunca antes havia sentido qualquer pessoa. Oui, é tudo muito forte e intenso, esses impulsos de sentimentos de carinhosos que sinto por tais pessoas são tão avassaladores que percebo-me assustada quando paro pra pensar no que sinto, pois são tão corriqueiros e naturais, que já me habituei à senti-los. 
Acreditamos uns nos outro, não nos enganamos, porque vemos que não é preciso. Nos aceitamos e aprendemos a lidar com os fatos, já que estamos juntos, e espero que sempre estaremos. 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Irracional sentimentalizado

Uma noite totalmente gostosa, ai é necessário fazer um post meio bêbada. O que seria de nós se nãp fossem essas amizades repentinas, e esses projetos que surgem depois de duas garrafas de vinho (abertas depois de quarenta minutos pelo porteiro,depois de muito suor). E muitas músicas boas, e muitas coisas em comum, e muitos risos, e muitas coisas gostosas, e muitas fotos engraçadas, e poucas pessoas lindas, e pouca comida, e pouca bebida e um lugar pequeno.
Ai que divertido, e eu sendo dramática querendo estragar meu dia todo, sendo que a vida é tão mais simples. Oh, como sou uma geminiana idiota. Amanhaã tenho um teste importante, mas foda-se o mundo, eu tenho amigas e me divirto com elas. Umas lindas. Esse post não tem sentido nenhum, não tem lógica, não tem coerência, não tem motivo, mas eu faço questão de escreve-lo e de registrar como essa noite foi ótima.
Ai Deus, como faço pra colocar uma foto nessa porcaria? Amanhã a diarista vem e vai limpar os vestígios de uma noite muito divertida, e selado que a idiota da aninha vai deixar o carro morrer mil vezes até chegar na casa dela. 
Fumo o ultimo cigarro, para dormir com o gosto da insensatez proveniente da nicotina, e as lembranças de risos tão gostosos...

Queremos a cena onde possamos brilhar, 
Queremos um beijo intenso onde possamos nos afogar... 
queremos a sorte de um chofer de caminhão, pra nos danarmos por essas estradas,
 mundo a fora, irmos embora
Queremos um beijo de cinema americano, matar bandido, prender ladrão..
Queremos amor, queremos amar...
queremos o mar e o sertão...
Na nossa vida tudo vira brincadeira
queremos um beijo de cinema americano, fechar os olhos, fugir do perigo...
A nossa vida vai virar novela


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Lúdico

As crianças me entendem, porque ainda floresce em mim as utopias da infância,porque assim como elas, ainda não desisti do mundo, ainda acho que tudo pode ser da cor que eu quiser, ainda acredito que com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo. Eu entendo as crianças, porque eu ainda sei o quanto chocolate é mais gostoso do que o almoço, ainda diferencio os sabores dos bombons de fruta e sei quais são os chicletes que não perdem o açúcar rápido.
Há uma leveza que é inacreditável, uma junção de todas as cores, de todos os gostos, de todos os sonhos, de todos os sentimentos puros, de todos os sorrisos sinceros, e todos os carinhos gratuitos e de todos os olhos brilhantes.
Sou livre como os moleques que tomam banho de chuva às três da tarde, pulam nas poças e chutam lama uns nos outros, isso me torna exposta à todas as energias que cercam, e se pesas, pesarei junto; com a inocência juvenil que me toma, te beijarei e te passarei as forças que me restarem. Desculpe-me se não for suficiente, te abraçarei e te darei conforto. Sempre ali, com um sorriso que te satisfaça, porque tu me dói.
Apesar de tudo, eu peso. Peso porque estou repleta de tantas outras coisas mundanas, coisas que tomam os adultos e faz com que eles fiquem cegos e sem amigos, a diferença é que ainda há luz no meio peito e sensatez no meu espírito. Como tudo há de morrer, espero que não engulam os brotos das sementes que tanto cultivo, quero ver grandes arvores frutíferas destribuirem com tanto zelo, as mesmas sementes. Acredito que nesse dia, já não haverá tantas utopias diárias.